Por Priscila Campanholo
Esfera. Palavra antiga, palavra infinita. Nela cabem os ciclos do conhecimento, os movimentos da história e as múltiplas dimensões do humano. A esfera não se limita: expande-se, gira, conecta. É totalidade em permanente transformação.
Na educação, habitamos inúmeras esferas: a esfera da sala de aula, onde professores e estudantes tecem juntos os fios do sentido; a esfera da escola, organismo vivo, feita de encontros, tensões e partilhas; a esfera da sociedade, que pulsa, exige, provoca e nos lembra que ensinar é sempre um ato político; e a esfera íntima de cada educador — espaço onde memória, desejo e conhecimento se entrelaçam.
Ensinar é habitar todas essas esferas ao mesmo tempo e compreender que o saber não é linear, mas um movimento contínuo de aproximação e afastamento, de permanência e ruptura. Assim como a esfera, a educação convida ao deslocamento: ver o mesmo ponto por múltiplos ângulos, reconhecer que não há centro único, mas redes de significados que se constroem no coletivo.
Na Esfera Acadêmica, acreditamos que formar educadores é criar movimentos. Cada formação que realizamos, cada diálogo que promovemos, cada gesto de escuta que cultivamos põe em rotação novas possibilidades: possibilidades para o professor que deseja reinventar sua prática, para o gestor que busca estratégias mais humanas e eficazes, para a escola que quer se reconhecer como espaço de vida, e não apenas de instrução. Como uma esfera, no giro silencioso da educação, o mundo inteiro muda de perspectiva.
